Lidio Carraro Novo Malbec 2025
O nome não é recurso de marketing: é descrição literal do projeto. A Lidio Carraro implantou em Encruzilhada do Sul, na Serra do Sudeste gaúcha, um vinhedo formado por clones de videiras selecionados na França e na Argentina, para testar como a Malbec se comportaria em solo e clima brasileiros.
Juliano e Giovanni Carraro percorreram Cahors, na França — onde a Malbec se originou — e depois Perdriel, Agrelo e Gualtallary, em Mendoza, na Argentina, região que deu à uva seu segundo nome de batismo. Em cada lugar, selecionaram clones distintos e os trouxeram para um vinhedo novo, no Rio Grande do Sul. Clone, aqui, não é modificação genética — é multiplicação de plantas que, ao longo de décadas, foram selecionadas por características como produtividade, resistência a doenças e perfil enológico, mesmo pertencendo à mesma variedade.
O objetivo declarado pela vinícola não foi copiar o estilo francês nem o argentino. O projeto foi desenhado para observar como esse material genético reagiria às condições específicas de Encruzilhada do Sul, sem intenção de reproduzir nenhum dos dois estilos de origem. É essa a origem do nome: não é um Malbec novo por ser lançamento recente — é o capítulo brasileiro de uma uva que já teve fase francesa e fase argentina.
As videiras foram conduzidas em espaldeira, com produtividade limitada a 2,8kg por planta, para concentrar a fruta. O resultado, segundo a vinícola: coloração vermelho-púrpura, aromas de frutas negras e vermelhas maduras, especiarias e nuances minerais.
Ficha técnica
Uva: 100% Malbec
Safra: 2025
Teor alcoólico: 14,5%
Acidez total: 6,43 g/L
Açúcar residual: 2,2 g/L
Engarrafamento: 16.100 garrafas numeradas de 750ml
Enólogo: Giovanni Carraro
Terroir: Encruzilhada do Sul, Serra do Sudeste, Rio Grande do Sul
Microclima: subtropical úmido de baixa altitude, solo granítico-arenoso, baixo teor de matéria orgânica, boa drenagem